While My Guitar Gently Weeps' Blog

Arquivo de Maio, 2009

O QUE UNE A NOVA GERAÇÃO, 29/05/09

Publicado por While My Guitar Gently Weeps em Maio 29, 2009

Para ver esse texto, tem que acessar o Blog Novas Letras POA, que faço com a Helena Gertz e a Marja Camargo.

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AUTOBIOGRAFIA, 21/05/09

Publicado por While My Guitar Gently Weeps em Maio 29, 2009

Eu era um escritor iniciante. Queria muito escrever um romance. Um dia, sentei e resolvi me esforçar bastante.  Saiu um miniconto.

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A MENOR BANDA DO ROCK GAUCHO, 21/04/09

Publicado por While My Guitar Gently Weeps em Maio 22, 2009

De um lado o colorado Duca Leindecker. Do outro o gremista Humberto Gessinger. Os músicos são só dois, mas os instrumentos são vários: Violão de aço, guitarra e guitarra semiacústica (que Leindecker toca com as mãos), bombo leguero e pandeiro (que toca com os pés), violões de aço e de nylon, viola caipira e piano (Gessinger, com as mãos), harmônica (Gessinger, com a boca) e baixo e cordas (Gessinger, com os pés). Esse é o Pouca Vogal, projeto dos líderes das bandas Cidadão Quem e Engenheiros do Hawaii. Em setembro de 2008, eles disponibilizaram no seu site (www.poucavogal.com.br) as oito músicas do duo para download gratuito. As canções foram todas gravadas no estúdio do Duca, o Submarino Amarelo. São quatro composições do Gessinger, uma do Leindecker e três feitas em parceria.

No palco, o que se vê é muita descontração. Duca e Humberto conversam bastante com o público, contam “causos” e piadas. Além das músicas do Pouca Vogal, eles também tocam algumas da CQ e dos EngHaw. Gessinger afirma, em entrevista ao site Artistas Gaúchos, que  “o centro do trabalho são as músicas novas. Por isso não buscamos o Lado B das bandas. PV é o lado B.” A primeira apresentação do projeto foi em outubro de 2008 e desde lá já passou por diversas cidades gaúchas e paranaenses. A dupla pretende tocar muito pelo Brasil e lançar mais músicas: “Acho que teremos uma estrada longa no tempo e no espaço. Eu pretendo mergulhar cada vez mais”, diz Humberto.

Nos dias 11, 12 e 13 de março aconteceu a gravação do CD e DVD da dupla no Teatro do CIEE, em Porto Alegre. A procura pelo espetáculo foi tanta que um show extra teve que ser marcado. As apresentações contaram com a participação da orquestra Poa Pops, sob a regência do maestro Cordella e de Luciano Leindecker, irmão do Duca e baixista da Cidadão Quem. Além do baixo acústico, Luciano tocou “quince”, um instrumento feito por ele mesmo, apenas com material reciclado. A previsão de lançamento desse material é para junho. “Está ficando muito melhor do que eu imaginava”, vibra Humberto. “Para os extras há várias idéias, mas ainda não definimos. Um quadro não é só luz, é luz e sombra. Menos pode ser mais.” Enquanto o CD e o DVD não chegam às lojas, no site do duo podem ser encontrados vídeos e fotos dos shows.

Gessinger e Leindecker têm uma longa história na música. Humberto começou a tocar com os Engenheiros em 1985, na faculdade de arquitetura. Desde lá, a banda trocou de integrantes algumas vezes (HG é o único músico que restou da formação original), lançou cinco DVDs e 18 discos. Os Engenheiros já tocaram em Moscou, Japão e Los Angeles e participaram dos festivais Rock in Rio II e Hollywood Rock (em que abriram o show do Nirvana). Em 2008, Humberto escreveu o livro “Meu Pequeno Gremista”, pela editora Belas Letras, com ilustrações de Fábio Nierow.

A Cidadão Quem de Duca fez seu primeiro show em 1990, lançou sete discos e um DVD. Depois da morte do baterista Cau Hafner em 2000, quem assumiu a bateria foi Paula Nozzari. Ela deixou a banda em 2004. Então Duca e Luciano convidaram Eduardo Bisogno, Cláudio Mattos e Fernando Petters para entrar na Cidadão. Eles participaram dos dois últimos CDs da banda. Duca Leindecker é multimídia. Além de ter gravado seu primeiro disco aos 18 anos, já lançou dois livros e agora começou a se envolver com o cinema. Sua estréia na direção foi o curta-metragem “Chá de Frutas Vermelhas”, transmitido pelo Curtas Gaúchos da RBS TV. Duca também fez um vídeo sobre a Cidadão que foi apresentado ao público no último show da banda em Porto Alegre, em 2008.

O primeiro encontro de Leindecker e Gessinger foi durante os anos 80. Humberto recém havia comprado uma guitarra Fender e Duca foi convidado a experimentá-la. Depois disso, eles só foram tocar juntos na gravação do CD e DVD “Cidadão Quem no Theatro São Pedro”, em que Humberto participou na música “Terra de Gigantes”. A única canção composta em parceria pelos dois antes do Pouca Vogal foi “A Força do Silêncio”, que entrou no último CD da Cidadão Quem, “7”. Mas a ideia da parceria, Humberto não tem certeza de quando começou: “Não sei dizer quando me veio pela primeira vez a ideia de um duo. Faz muito tempo, antes mesmo dos EngHaw. Um papo embrionário com o Duca rolou quando mixei a demo do CD Novos Horizontes no estúdio dele.”

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OVERDOSE FUTEBOLÍSTICA, 07/04/09

Publicado por While My Guitar Gently Weeps em Maio 22, 2009

Não agüento mais futebol! Em circunstâncias normais, já me irrito com a quantidade de tempo que as pessoas gastam para falar disso, mas essa semana foi demais.

Começou com o jogo do Brasil em Porto Alegre. A cidade inteira se mobilizou. A prefeitura gastou uma banana para pintar de verde e amarelo os meio-fios das principais ruas da capital. A mídia falou da partida ininterruptamente por dias. Outdoors foram espalhados em todos os cantos: “Estamos contigo, seleção” e outras fases do gênero. Jornais mudaram as corres da capa para os tons da bandeira. O assunto nunca se esgotava. “O Kaká vai jogar?” “Que horas o Ronaldinho voltou da festa?” “O figurino do Dunga melhorou?”. Ok. O Brasil ganhou, todos ficaram contentes. Deu tudo certo no Beira-Rio – bom sinal para quem quer ser sede da Copa -, comentários, entrevistas e parecia que tudo ia voltar ao normal. Mas não.

Veio o centenário do Inter. Um marco histórico! O mundo não seria o mesmo se o Colorado não fizesse 100 anos. No sábado, a data do aniversário, um dos principais jornais gaúchos tinha 31 páginas em sua edição. Treze foram dedicadas ao clube. Treze! Quase metade da publicação! Minha impressão era de que nada mais importante acontecera naquele dia. Nenhum anúncio anti-crise, nenhum pronunciamento do Obama, nenhuma notícia sobre a corrida eleitoral. Nada! O centenário do Inter é tão importante que deveria ser feriado mundial. Ok. Achei que a tortura fosse acabar no “Parabéns a você”. Mas não.

No dia seguinte teve grenal. “Será que o Grêmio vai se recuperar, depois de tantos jogos perdidos para o Inter?” “E o Colorado? Será que vai fechar com chave de ouro a comemoração do centenário?” “Caso o Grêmio ganhe, o Roth fica ou o Roth sai?” O Grêmio perdeu. O Roth saiu. O Grêmio está fora do Gauchão. Para quem Fábio Koff vai entregar a taça que leva seu nome?

Na segunda-feira, como era de se esperar, mais futebol. “Quem vai comandar o Tricolor agora? Geninho? Quem diabos é Geninho?” Tem gente que nem sabe se a culpa era do Roth. A única coisa que sei é que os colorados o adoravam.

A overdose futebolística ainda não acabou. Terça-feira tem Libertadores. Não importa o resultado, a quarta está reservada para os comentários do jogo.

Por favor! Chega! Me dêem um tempo! Eu adoro futebol, de verdade, mas esse falatório todo me cansa. Quem se importa se o ônibus do Inter não tem as poltronas 35 e 36?

Sabe qual a maior ironia de tudo isso? Aqui estou eu, perdendo meu tempo e o das pessoas que me lêem para falar de futebol.

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